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quinta-feira, setembro 28, 2006

Educação

Hoje eu assistir uma palestra do Prof.Claudio de Moura Castro falando sobre a educação no Brasil. Fazendo uma comparação entre a educação e o crescimento econômico do Brasil desde de 1950. Muito interessante. Fora a palestra o mais interessante foi que, a parte em que ele mostrava os pontos positivos da educação no Brasil era muito monótona (até eu achei), mas a parte em que ele começou a "cuspir" os podres foi a parte mais interessante e divertida da palestra, e também (é triste dizer mas é verdade) a mais longa.

Todos acreditamos (bom, pelo menos eu acreditava) que, no Brasil, quem tem dinheiro pode ter uma educação de qualidade. E o pobre, coitado, só se fo...de. Infelizmente o professor mostrou o resultado de um estudo realizado pelo OECD denominado PISA (Programme for International Student Assessment) que mostra que isso não é exatamente uma verdade. O rico na verdade é tão "burro" quanto o pobre comparando o grau de conhecimento do brasileiro com o europeu. Pior, o rico brasileiro tem uma educação pior que o pobre europeu (nesse momento todo mundo riu).

No fianl da palestra eu queria fazer uma pergunta, na verdade duas, mas o microfone só ficava nas mãos dos gerentes, dos caras graúdos, fiquei sem jeito de perguntar (maldita timidez).
Bom, o prefessor faz um comparativo entre educação e produtividade, tendo como conhecimento, capacidade de pensar e de entender o que se ler como base para se uma maior produtividade. E também relacionou educação de qualidade com crecimento econômico. Mas eu gostaria de saber se todos tivessem uma educação de qualidade e o país crescesse economicamente, as ofertas de emprego também apareceriam? Pela lei da oferta e da procura acredito que não. Talvez crescesse a informalidade, pessoas trabalhando por conta própria e prestadores de serviços. Imagine uma empresa terceirizada de uma pessoa só. Mas é claro eu posso estar muito errado (putz, por que eu não perguntei?).

Mas o professor mostrou que os governantes têm ciência deste fato e sabem ou têm idéias de como tratar essas anomalias. Não digo os deputados, os senadores, o presidente mas sim o pessoal que agente contrata indiretamente, os ministros. Será que falta vontade?

Saiba mais sobre o PISA aqui.

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